segunda-feira, 21 de maio de 2012

A invenção de Hugo Cabret


Vocês viram o filme?  Eu vi e por isso comprei o livro.  Gente, é lindo!

O livro é a história de Hugo Cabret, um menino de 12 anos, que vive em uma estação de trem em Paris, cuidando dos relógios. Órfão, ele vive solitário no antigo quarto de seu tio, que desapareceu misteriosamente. Antes de morrer, o pai de Hugo mostra pra ele um autômato, um boneco de ferro que pode escrever. Hugo tem certeza que seu pai deixou uma mensagem para ele. Mas para isso, ele precisa consertar o autômato. Ele rouba pequenas peças na loja de brinquedos do velho Georges para conseguir arrumar mais rápido.

Eaí começa toda a história interessante. O dono da loja é Georges Méliès, o precursor do cinema. A história ainda conta com a personagem Isabelle, afilhada de Georges, que aparece para ajudar Hugo a descobrir a mensagem que o autômato tem. O livro é lindo, cheio de ilustrações.


Hugo acaba descobrindo que o boneco de ferro, não escreve, mas desenha. E todo o segredo do livro se desenrola depois dessa descoberta.

Eu recomendo demais!

O livro tem 533 páginas e foi lido do dia  14/05 ao dia 17/05/2012.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tem alguém aí?






Tem alguém aí? é mais um sucesso da Marian Keyes. Até agora, de todos os que já li dela, esse foi o que mais me emocionou.

Ele conta a história de Anna Walsh, irmã de Claire (Melancia), Maggie (Los Angeles), Rachel (Férias) e Helen, que por sinal é a única que ainda não ganhou um livro só para ela. Anna é como as irmãs, doidinha da silva.
Ela sofre um acidente de carro na cidade onde mora, Nova York e vai para a cidade dos pais, Dublin, para se recuperar. Mas logo Anna quer voltar, para reencontrar o marido, Aidan, que está desaparecido. E retomar seu emprego - o melhor emprego do mundo, segundo sua família - de relações públicas na empresa de cosméticos Candy Grrrl.  

Marian se superou  nesse livro. Todos os outros continham assuntos delicados, que ela sempre tratou da forma mais delicada possível, com esse não poderia ser diferente. Quando descobri o clímax do livro, entristeci de verdade, apesar de gargalhar em outros momentos. A família Walsh aparece muito, com histórias engraçadíssimas. Não posso contar muito mais do que isso, porque senão acabo revelando o "segredo" no qual o livro se sustenta. Então, quem tiver interesse, vai ter que ler. 

Só te adianto que Anna tem vários amigos sensacionais e que um deles pode virar teu melhor amigo.

O livro tem 602 páginas e foi lido do dia 03/05/2012 ao dia 13/05/2012.







sábado, 5 de maio de 2012

Falcão Mulheres e o Tráfico


Nem me lembro quando comprei esse livro. Tenho há muito tempo e sempre ia deixando ele para a próxima. Mas se eu soubesse que era tão bom tinha lido antes.
Falcão mulheres e o tráfico é um complemento do tão comentado "Falcão Meninos do Tráfico", que além do documentário, também é um livro, considerado best-seller no Brasil. O livro eu nunca li, mas o documentário eu acabei assistindo novamente por conta desse livro da resenha.

Pois bem, Falcão mulheres e o tráfico é um livro escrito por Celso Athayde e MV Bill. Eu nem sei em que tipo definir esse livro. Eu colocaria como policial. A primeira vez que tive contato com um livro assim, foi no 1º semestre da faculdade, quando li "Rota 66", do Caco Barcellos. Logo depois, li o outro do Caco, que também fala de favelas, "Abusado: Dono do morro Dona Marta" e do Truman Capote, "A Sangue Frio", todos com temática parecida.

Esse livro conta a história das mulheres, mães, irmãs, namoradas, amigas, que tinham contato com o tráfico, direta ou indiretamente. Mulheres que viam seus filhos, irmãos, namorados morrendo por causa da droga. Meninos de 12, 13 anos, agindo na boca como adultos.
História de mulheres que comandavam as bocas das favelas e que eram respeitadas pelos caras. O livro conta com entrevistas das mulheres, no estilo pergunta e resposta mesmo, contam como é viver nessa vida, sobre o medo, as drogas, e sobre o futuro, que a maioria delas, não acredita haver outro senão o tráfico mesmo. É dele que elas tiram o sustento da família.

O que mais me emocionou foi a entrevista com uma mãe que perdeu o filho há poucos dias quando a entrevista foi feita. O menino tinha 17 anos, e a mãe contando de tudo que ele gostava de fazer, de vestir. Infelizmente, todos sabemos o porque da morte, mas como mãe, ela acreditava na recuperação do filho.

Como o MV Bill mesmo fala no livro, que todos estamos inseridos na vida das favelas. O livro é emocionante, devastador, frustrante, que te faz pensar se há mesmo alguma solução para isso. Uma das entrevistadas diz que se acabar o tráfico, acaba a polícia. E lá no fundo, todos nós concordamos com ela.

Enfim, fazer uma resenha desse livro é extremamente difícil. Eu adoro livros brasileiros. A linguagem usada é aquela com que já estamos acostumados, e no caso desse livro, ela é ainda mais interessante, por ter a linguagem do pessoal do tráfico, que infelizmente, também já estamos familiarizados.

Recomendo a leitura demais. Mas fique preparado para se revoltar e para se emocionar com os relatos.

O livro tem 264 páginas e foi lido do dia 03/05 ao dia 05/05/2012.

“Ou matamos todos os presos ou cuidamos deles, já que eles vão sair e vir para nosso convívio. Pensar assim é ser prático, não tem outra via. Eles virão para o colo da sociedade. A questão agora é decidir que tipo de gente, ou de bicho, queremos que habite nossos colos.” - MV Bill

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Los Angeles


"Em breve estaremos pousando no Aeroporto Internacional de Los Angeles. Por favor certifiquem-se de que o encosto de suas poltronas está na posição vertical, de que você não está nem um quilinho acima do peso e de que seus dentes estão brancos como a neve."

Assim começa Los Angeles, o sexto livro de Marian Keyes, que conta a história de Maggie Walsh, irmã de Claire, de Melancia e da Rachel de Férias. 
Após o término de um casamento frustrado, que durou nove anos, Maggie decide ir para Los Angeles visitar a melhor amiga, Emily, e decide fazer tudo o que der na telha. Considerada sempre a mais certinha da família, ela surpreende a todos a partir do dia que sai de Dublin e vai pra Hollywood.

Juntamente com Emily, que é roteirista, Maggie  conhece a badalada vida da cidade. Ajuda a amiga a deslanchar o roteiro de um filme que parece desastroso, mas uma produtora acaba comprando-o, mesmo modificando a maior parte dele. Além disso, conhece amigos e amigas de Emily e o envolvimento não poderia ser outro, afinal é uma mulher recém separada e ávida por aventuras.
Para piorar a situação, surge em seu caminho Shay, um amor de adolescência que faz com que seu passado sofrido transborde diante de seus olhos.

Com muitos personagens peculiares, Marian Keyes te mostra que aquele seu vizinho que você sempre achou que tinha sérios problemas, realmente os tinha. Muito divertido e envolvente. Gostei demais!

" - Não há estrelas hoje à noite - disse eu, em voz alta. 
Mas as estrelas estão sempre lá, mesmo durante o dia. Nós é que simplesmente não conseguimos vê-las."

O livro tem 484 páginas e foi lido do dia 25/04/2012 ao dia 02/05/2012.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A águia e a galinha


A águia e a galinha é um livro de 1997, de Leonardo Boff, famoso professor de teologia, filosofia, espiritualidade e ecologia.
O livro é uma metáfora da condição humana. Em como sendo galinhas podemos ser águias e vice-versa. O autor divide o livro em duas dimensões que explicam a existência humana: A galinha é a dimensão do cotidiano, do limitado e a águia a dimensão do ilimitado, do desejo. "Para onde olharmos, encontraremos a dimensão-galinha e a dimensão-águia. Elas vêm revestidas de muitos nomes: realidade e sonho, necessidade e desejo, história e utopia, fato e ideia, enraizamento e abertura, corpo e alma, poder e carisma, religião e fé, partícula e onda, caos e cosmos, sistema fechado e sistema aberto, entre outros." (Pág. 71)

O livro começa com a história de uma águia que foi criada junto com as galinhas e vivia como elas. Depois de um tempo ela volta a ser águia, ou seja, o seu eu nunca deixou de existir mesmo tendo que conviver com um ambiente diferente de sua natureza. Leonardo Boff dispõe de como devemos ser águias-galinhas. Para isso, ele fala de religião, cosmos, sociologia, psicologia e de como tudo isso se entrelaça na vida humana.

Vi essa resenha e achei muito legal a visão da autora. Deem uma olhada. Enfim, para quem gosta de comportamento humano é um livro muito bacana. Gostei tanto que vamos usar em um treinamento sobre comprometimento.

O livro tem 206 páginas com o glossário que é uma parte que não deve ser cortada da leitura, é muito interessante. A leitura foi do dia 10/04 ao dia 24/04/2012.

domingo, 8 de abril de 2012

Tudo pode mudar

Eu ganhei esse livro do Rondney e da Clau de aniversário ;D

Tudo pode mudar é a história de Zack King, irmão mais velho de Pete e Matt. O pai deles, Norm, traiu a mãe, Lela, quando eles ainda eram pequenos e desestruturou toda a família. Abandonado pelo pai, Zack moldou sua personalidade para que nunca fosse parecido com Norm. Mora de favor na casa de um amigo rico, tem um emprego estável, mas que odeia, e está noivo de uma mulher que não tem certeza se ama.

Certo dia, Zack acorda e tem sangue em sua urina, com a certeza de que tem câncer, o livro se desenrola justamente em cima disso. Nas coisas que ele pode mudar em sua vida se confirmar realmente a doença. 

Norm volta e tenta reconquistar os filhos, mas uma surpresa está por vir. Ele não está ali só para se aproximar, como todos pensavam. Além disso, Zack ainda tem uma amizade íntima com Tamara, viúva de seu melhor amigo Rael, que morreu praticamente nos braços dele.

Você só descobre se o cara tem câncer ou não quase no final, é uma enrolação. Se bem, que se não fosse isso, eu teria largado o livro no meio do caminho. A história é bem chatinha. Mas o final compensa. É isso, uma leitura fácil e tranquila, mas pra quem não tem muito saco para histórias clichês, não recomendo.

O livro tem 281 páginas e foi lido do dia 30/03 ao dia 06/04/2012.

sábado, 31 de março de 2012

O guardião de memórias

O livro conta a história de Henri que, teve um rápido romance com Norah e logo decidiram se casar. Do casamento até a esposa engravidarr, Henri fazia de tudo para ela e cuidava dela com muito zelo. Porém, na noite em que Norah entrou em trabalho de parto, nevava muito e o médico responsável para fazer o parto da criança sofreu um acindente cabendo, assim, ao Henri - que era médico ortopedista - para fazer o parto com a ajuda da enfermeira Caroline Gil.
Os pais não sabiam o sexo do bebê, por isso, Norah disse que se fosse menino chamaria Paul e se fosse menina Phoebe. Mas ninguém imaginava que seriam gêmeos. Um menino e uma menina. Entretanto, a menina, Phoebe, nasceu com Síndrome de Down e Henri ordenou que sua assistente, Caroline, a levasse para uma instituição que cuidaria dela de acordo com suas necessidades. Além disso, o pai, Dr. Henri, falou para sua mulher que a menina havia morrido.
Essa noite mudou a vida da família, pois Henri pensava todos os dias em como contar para a esposa que, na verdade, a filha não havia morrido, mas ele não tinha coragem e não sabia como fazê-lo.
Por outro lado, o coração de Caroline Gil falou mais alto ao tentar deixar a menina na instituição e não conseguiu. Assim, Phoebe foi criada pela enfermeira como sua filha e Caroline tinha esperanças que Henri iria procurá-la para contar a verdade para a esposa.

A história me lembrou muito uma novela que passou há uns tempos atrás. Talvez o autor da novela tenha se baseado nesse livro para escrevê-la.
O enredo do livro é muito bom, porém a forma que o autor escreve, por vezes, é extremamente maçante e chata, tanto é que já havia tentado ler esse livro uma vez e não consegui.
Mas enfim, é uma boa história.

O livro tem 361 páginas que foram lidas do dia 26 ao dia 30 de março.