terça-feira, 3 de julho de 2012

A estrela mais brilhante do Céu


Chegou ao fim, pelo menos por enquanto, minha saga Marian Keyes. Ahhh =/
Esse conta a história de muita gente. Ela se passa em um prédio, o nº 66 da Star Street, em Dublin, onde quase todos moram. Vamos conhecê-los:

  • Maeve e Matt são casados há 3 anos. Se conheceram em uma empresa e se apaixonaram. Mas tem algo muito diferente acontecendo com eles. Pra que todos aqueles anti-depressivos? Por que Matt quer tanto ser promovido? Por que Maeve anda tão depressa na bicicleta?
  • Katie é uma quarentona, relações públicas, que vive um namoro conturbado com Conall, um cara rico e workaholic.
  • Lydia, uma taxista de 26 anos, tem um namorado, mas não gosta muito dele. Divide o apartamento com dois poloneses: Jan e Andrei, que namora Rosie. Uma atração inexplicável atinge Lydia e Andrei, e os dois, mesmo se odiando, transam quase todas as noites. Além disso, Lydia tem que cuidar de sua mãe, que parece não lembrar muito bem do que faz.
  • Jemima, uma senhora de 88 anos, que tem como filho adotivo, Fionn, que saiu do interior para ir à Dublin apresentar um programa de jardinagem. Ele acaba se apaixonando por Katie. Jemima está muito doente e precisa demonstrar todo o seu afeto por seu filho, seu cachorro maluco, e pelos vizinhos.
Pronto, esses são os "atores" principais. O livro é narrado por alguém muito especial, que é o êxtase do livro, você só sabe quem é no fim. Esse narrador tem 60 dias para cumprir sua missão. No começo, o livro é bem confuso, você não consegue entender muito bem o porque de cada pessoa acabar se entrelaçando. Mas tem um significado bem emocionante nisso.

Esse, como todos os outros da Marian trata de assuntos polêmicos. Nesse ela fala de Alzheimer, câncer, suicídio, e outros assuntos menos pesados. Mas sempre com a leveza, que já é costume. O que percebi, é que ao contrário de todos os outros, esse não tem muitas cenas engraçadas. É um livro bem mais reflexivo. Me identifiquei muito com a Lydia, gostaria de ser como ela.  

Bem, é isso, adorei todos os livros da Marian que já foram publicados aqui no Brasil. Tomara que os outros cheguem logo por aqui.

O livro tem 598 páginas e foi lido do dia 26/06/2012 ao dia 02/07/2012.



terça-feira, 26 de junho de 2012

O resgate do tigre






O resgate do tigre é a continuação de A maldição do tigre, que eu resenhei aqui. Na continuação, Ren é capturado por Lokesh, o cara do mal que quer pegar os medalhões que dão a ele e a Kishan, seu irmão, a vida eterna.

Kishan, o tigre negro,  e Kelsey tem a missão de conseguir a segunda coisa que os fará ter mais 6h em corpo humano, completando assim 12h. No primeiro livro é um fruto, nesse é um lenço. Esse livro tem bem menos sentimentalismo que o outro e muito mais ação. Eles tem que enfrentar pássaros de ferro, morcegos gigantes, cabaças com vários encantamentos e até sereias. 

Enquanto estão à procura do lenço, Ren é torturado no quartel de Lokesh. Logo após passarem por todas as provações para conseguirem o lenço, Kishan, Kelsey e o Sr.Kadam, que é o conselheiro dos irmãos, tem que ir salvar Ren. Chegando lá, eles vão ter uma grande surpresa.

O que eu mais gostei nesse, foi o começo, que a autora deu uma vida normal à Kelsey. Ela ia para a faculdade, saiu com outros garotos. Isso deixa o livro com um clima bem bacana. E o final, que é uma reviravolta interessante.  Estou ansiosa pelo próximo livro, quero ver como Kesley lidará com o seu amor por Ren, e a paixão que Kishan sente por ela.

Li nesse link, que A maldição do Tigre vai virar filme. Muito legal! Tomara que saia bem rápido. O próximo livro, A viagem do Tigre, só será lançado no Brasil no fim do ano. 

O livro tem 421 páginas e foi lido de 21/06 a 25/06/12.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cilada






Fui visitar uma amiga e vi esse livro nas coisas dela e perguntei se era bom, ela disse que sim, e eu peguei emprestado. Gente, que SENSACIONAL! Eu nunca tinha ouvido falar de Harlan Coben, mas agora estou ansiosa para comprar outros livros dele.

Wendy Tynes é uma repórter que tem um programa sensacionalista, que aborda pedófilos e os desmacara em rede nacional. Em um dos programas, Wendy arma uma cilada para Dan Mercer, que é assistente social em um centro comunitário. Paralelo a história deles dois, o livro ainda conta a vida de Haley McWaid, uma adolescente de 17 anos que misteriosamente sumiu de casa.

Após ser denunciado, Dan é inocentado das acusações de pedofilia. Mas Wendy não acredita muito nisso. E ela acaba sendo envolvida em uma armação e testemunha o assassinato de Dan Mercer. Com a morte dele, os policiais que investigam o sumiço de Haley, confiam cegamente que Dan tinha algo a ver com o desaparecimento dela.  E encontram o iPhone da garota no último motel que ele estava hospedado antes de ser assassinado.

Wendy é cética quanto às várias acusações e resolve ir por conta própria descobrir algumas coisas que não estão bem definidas no caso. Ela é realmente uma repórter investigativa, ela deduz coisas que você nem imaginaria. 

O livro é sensacional. Não vou contar muito mais porque senão perde o clima de suspense que o livro traz. Eu não conseguia parar de ler, tinha que saber logo onde tudo ia dar. Harlan Coben sabe como prender o leitor, mas uma dica: se for ler esse livro, não dê uma lidinha rápida, como muitos costumam fazer, na última página. Porque tem uma resposta muito fundamental nela, e se você ler, perde a graça.

Ainda há envolvidos na história: Cinco amigos de Princeton, algo muito estranho está acontecendo com eles. Uma advogada sem escrúpulos, uma assistente com o rosto desfigurado, um ex-reitor. É, acho que você vai ter que ler para saber da história deles também.

O livro tem 271 páginas e foi lido de 19/06 a 20/06/2012.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um bestseller pra chamar de Meu


Com esse livro, está quase no fim minha saga Marian Keyes. Ela só tem mais um livro lançado no Brasil, que eu lerei em breve, antes tenho dois na fila.

Pois bem, "Um bestseller pra chamar de meu" não é tão divertido e nem tem assuntos tão fortes como os outros livros da Marian. Esse com certeza é o mais "mamão com açúcar" dela. Mas mesmo assim a história é bem legal.
Ele conta a vida de três mulheres:

  • Jojo (a que eu achei mais interessante, por sinal), é uma agente literária em uma grande empresa em Londres. Ela tem um caso com um de seus chefes, Mark, que é casado. Após ser recusada como sócia da empresa, Jojo resolve trabalhar sozinha e tem uma reviravolta na carreira. Os diálogos dela são os mais divertidos.
  • Lily é escritora e cliente de Jojo. Ela escreve um livro que vira bestseller e ganha muito dinheiro. No segundo livro, ela conhece o amargo sabor do fracasso. Ela é casada com Anton e tem uma filha, Ema. Vivendo com a culpa do que aconteceu com Gemma, seu casamento está por um fio.
  • Gemma é organizadora de eventos, muito boa no que faz. Cuidando de sua mãe, que acabou de ser deixada pelo marido, sua vida social nunca foi tão escassa. Após mandar vários emails engraçadíssimos para a melhor amiga, sobre sua situação, os escritos acabam indo para as mãos de Jojo, que vira sua agente literária também. E ela ainda tem que conviver com a vontade de se vingar de Lily, que um dia, foi sua melhor amiga.
Como eu disse, o livro é bem normalzinho. Mas tem reviravoltas bem interessantes. Os livros de Marian sempre me encantam em algum aspecto. O jeito de escrita dela é o que mais me fascina, eu acabo lendo 100 páginas sem nem perceber.

O livro tem 741 páginas e foi lido do dia 11/06 ao dia 18/06/2012.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

O morro dos ventos uivantes


O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa. Foi lançado em 1847, o único romance publicado de Emily Bronte, que morreu um ano depois, sem nunca ter visto o sucesso de seu livro.  A leitura é bem complexa, já que a escrita é antiga e rebuscada. O livro possui vários personagens. Para que entendam melhor, peguei na wikipédia a sinopse:

"Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedadeThrushcross Grange, também traduzida como Granja da Cruz dos Tordos, em Gimmerton, Yorkshire, Inglaterra, enquanto este se encontrava adoentado.
No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine, se afeiçoa por Heathcliff.
Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.
Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em seu marido. Catherine tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.
Primeiro se casa com Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabella se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catherine e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro."

O livro teve diversas traduções e outras várias adaptações para o cinema. Eu assisti esse final de semana o de 1992, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes, achei bem interessante. Os atores conseguiram passar exatamente as emoções do livro. No livro não fica claro se Catherine e Heathcliff se beijaram, ou tiveram qualquer outra intimidade, mas pra ficar mais romântico, eles se beijam no filme. Foi a única coisa que notei que não parecia bem real. Mas o resto do filme me surpreendeu por ser fiel ao livro. 

É isso, é um romance clássico e eu curti bastante. O livro tem 292 páginas e foi lido do dia 1º ao dia 09/06/2012.



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Vale Tudo - Tim Maia



Nelson Motta não poderia ter escolhido nome melhor para a biografia de Tim Maia. Vale Tudo. Tudo na vida de Tim valia tudo como ele mesmo dizia: "Tudo é tudo e nada é nada". Tim era o caçula de 12 irmãos, nasceu na Tijuca. Apaixonado pelas músicas que escutava no rádio, Tim montou sua primeira banda, os Sputniks, que contava com Erasmo Carlos na formação. Não durou muito e Tim foi para os Estados Unidos, com apenas 16 anos, 12 dólares e um monte de mentira contada aos parentes e amigos. Foi lá que ele começou a usar drogas e beber. Sem grana, fazia pequenos furtos, em um desses, foi pego e deportado para o Brasil. E foi no Rio e em São Paulo que sua carreira teve altos e baixos. Tim em uma semana fazia muito sucesso, no outro perdia toda a grana que conseguia.

Gravou discos extraordinários, fez parcerias que deram super certo. Músicas que atravessam gerações. Mandava e desmandava em todo mundo, até em policiais. Teve um filho e assumiu a paternidade de outro.
Tinha má fama, faltava aos shows, berrava e discutia com todo mundo. Se algo no contrato ou show não tivesse de acordo com o que ele queria, era briga na certa.

Em 55 anos de vida, acumulou processos, dívidas, muitos inimigos e muitos amigos também. Adorava animais e a vida desregrada com muitas prostitutas, cocaína, maconha e muita, muita bebida alcoólica. Mas Tim viveu intensamente, de seu jeito. Quem dera eu ter nascido um pouco antes e presenciado um show dele, com aquele vozeirão arrepiante. Apesar de sua grosseria e diversas vezes, a falta de profissionalismo, muita gente queria contratá-lo. Em contrapartida, Tim era muito generoso, se achava que alguém tinha trabalhado melhor, pagava mais. Ajudava crianças com alimentos e roupas no Natal, aniversário, etc. Era um ogro literalmente, mas no fundinho, tinha um coração mole.

Enfim, quem quiser saber todos os detalhes, vai ter que ler. O Nelson Motta é incrível. O jeito de sua escrita é cativante, quando começa a ler, não quer mais parar. O cara é sensacional. É uma pena que Tim não tenha vivido para ler essa biografia de seu velho amigo. Ele teria adorado umas partes e teria mandando  Motta à merda em outras. 

O livro foi lido do dia 26/05 ao dia 31/05/2012 e tem 385 páginas.

"Minha filha ganhou um gatinho e contei a Tim que ela ia dar o seu nome ao bicho. Ele adorou: "Já sei, porque é preto, gordo e cafajeste!" O gato era cinzento, magrinho e carinhoso, e só nos deu amor e alegria." - Nelson Motta

sábado, 26 de maio de 2012

Mayada - Filha do Iraque


De todos os livros que li até agora, esse é com certeza o mais difícil de escrever sobre.  Mayada é uma iraquiana de uma família nobre. Seu avô foi um dos mais influentes nacionalistas árabes, e foi por conta da influência dele que ela conheceu Saddam Hussein. Mayada, em sua juventude, sempre andou entre a realeza, era estudada e trabalhava como jornalista. Casou-se e teve dois filhos. Em 1979, quando Saddam subiu ao poder, Mayada já estava divorciada e após as terríveis guerras no Iraque, ela teve que sustentar precariamente os filhos com o que ganhava em uma pequena gráfica.

Em 1999, Mayada foi presa, sem saber o porque disso. Foi levada para Baladiyat, quartel-general da polícia secreta iraquiana. Lá descobriu que estava sendo acusada de imprimir folhetos contra o governo. Mayada é coloca na cela 52, com mais 17 mulheres de diversas origens. As mulheres-sombras, como Mayada as chamava, se encantam pelas histórias dela. 

Todos os dias várias mulheres da cela eram levadas para tortura. E durante esses relatos, tive que parar diversas vezes para me recompor, as lágrimas vinham com força. Mayada foi torturada apenas uma única vez durante o mês que ficou presa.  No primeiro dia na prisão, ela foi levada para a parte hospitalar da prisão porque sentia fortes dores no peito. Ao perceber que o médico tinha sido afável com ela, pediu-o que ligasse para sua mãe e a informasse sobre seu paradeiro.

Um mês depois Mayada foi solta. Voltou para os filhos e fugiu para a Jordânia. Em 15 de abril de 2003, integrantes da coalizão declararam o fim da guerra  no Iraque,  e foi quando ela decidiu contar sua história.

É um livro profundamente triste. Saber que várias gerações de iraquianos sofreram com o governo é chocante demais. Com certeza foi o melhor livro que li até agora. A história me deixou realmente comovida.

O livro foi lido do dia 24 ao dia 26/05/2012.  Possui 263 páginas.