sábado, 22 de setembro de 2012

Desaparecido para sempre





O mais, o mais, o mais FODA do Harlan Coben. Quando eu pensava que os livros dele não podiam ser melhores, pronto, ele escreve esse. E eu comprei ele por acaso, fui almoçar no shopping e passando pela Saraiva, acabei comprando, ah! se eu soubesse.

"Desaparecido para sempre" conta a história de Will Klein, um jovem que trabalha em uma fundação que ajuda crianças e adolescentes de rua.  Antes de sua mãe morrer, ela conta a Will que Ken, seu irmão mais velho, desaparecido há 11 anos, está vivo. Ken sumiu após ser acusado de matar a vizinha deles, Julie Miller, ex-namorada de Will. E mesmo a família tendo certeza de que ele é inocente, eles crêem que ele está morto.

E como não podia deixar de ser, é aí que a vida de Will muda completamente. Ele tem que encontrar onde Ken está e saber toda a verdade. E o pior, sua namorada Sheila, desapareceu e está sendo acusada de homícidio, suas digitais foram encontradas no Novo México e bem, eles moram em New York.

Para deixar a história ainda mais emocionante, Will está sendo caçado por dois amigos de infância de Ken, que se tornaram chefões da máfia, McGuane e John Asselta.

Na busca por saber o que aconteceu, Will tem ajuda de Squares, seu amigo de trabalho e de Katy Miller, irmã mais nova de Julie.

Não posso contar muito, mas podem ter certeza que há muito mais nessa história. É o melhor livro de Coben até agora, o final é eletrizante, dá vontade de ler novamente e entender cada parte novamente. É muito suspense em um livro só.

A melhor frase do livro: "No fim, a mais desagradável das verdades é preferível à mais bela mentira."

Recomendo demais que conheçam os livros do Harlan. O livro tem 318 páginas e foi lido do dia 18/09 ao dia 22/09/2012.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cinquenta tons de cinza






O best seller do momento. Todo mundo falando e então resolvi pegar emprestado para ler. Sério, não achei essas coisas todas, talvez pela temática não ser uma leitura a qual estou acostumada.

"Cinquenta tons de cinza" conta a história de Anastasia Steele, uma estudante de 21 anos. Ana conhece Christian Grey, um cara milionário, 27 anos, quando vai entrevistá-lo para o jornal da faculdade. A entrevista deveria ser feita pela amiga de Steele, Kate, mas ela fica muito doente no dia e Ana vai em seu lugar.

Logo após o primeiro encontro, Ana já fica encantada por Grey. Após alguns dias os dois se encontram novamente e Christian convida Ana para um café.  E aí começa toda a história do livro. Como todos já devem saber, o livro trata de sadomasoquismo. As primeiras vezes do casal são bem normais, aí a autora começa a apimentar as relações. Christian tem em sua casa um quarto que Ana chama de "Quarto vermelho da dor", onde ele tem diversos aparatos para sexo com tortura. 

Acho que o sucesso do livro se deve ao fato de a autora trazer conteúdo erótico sem ser grosseiro. As cenas picantes do livro são descritas com glamour e muito tato. Nessa parte a autora foi bem feliz. Mas falta algo. A história mesmo, dos dois se apaixonarem, das amizades, são contados muito superficialmente. O livro se atenta somente às perturbações de Ana, que não sabe se deve mesmo ser a submissa de Grey. Se assina ou não o contrato de confidencialidade. E às cenas de sexo. Que tem umas duas em cada capítulo. Para quem gosta desse tipo de leitura, com certeza vai gostar do livro. Para quem não é acostumado a ler, acha exagerado as relações uma atrás da outra, porque fica monótono, as mesmas descrições.

E o pior clichê do livro é a autora entregar logo no começo que o cara se apaixona pela guria. Se ele é tão misterioso quanto a autora quis vendê-lo, deveria ter escrito melhor o mistério. Me disseram que nos outros livros, o sadomasoquismo virá mais forte, já que nesse ocorreu pouco. E Ana conseguirá descobrir alguns segredos de Grey. Tomara mesmo que a autora explore mais essa parte.

Nesse link, o Marcelinho (se vc não conhece, deve conhecer) lê um dos trechos do livro. A maior parte do livro as descrições são bem parecidas com essa do vídeo.

É isso, não curti muito, achei vazio, a autora não aprofunda a relação dos dois. Se alguém me emprestar o segundo eu vou ler pra ver de qual é, porque é um livro que não compensa eu gastar meu dinheiro...hahaha.

O livro foi lido do dia 13/09 ao dia 17/09/2012.  Tem 455 páginas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quando ela se foi


"Quando ela se foi" é com o mesmo protagonista de Alta Tensão, Myron Bolitar. Nesse livro, Myron recebe a ligação de Terese Collins, um antigo caso que ele não via há 8 anos. Terese pede pra ele ir a Paris urgentemente, porque ela precisa da ajuda dele. Quando chega na cidade, Terese conta a Myron que seu ex-marido, Rick, tinha ligado pra ela e pedido que Terese fosse ao seu encontro porque ele contaria algo que mudaria a vida dela para sempre, mas Rick não aparece para o encontro, e por isso ela precisava da ajuda de Myron.

Depois de ser preso ao chegar em Paris, Myron descobre pelos policiais, que Rick está morto e na área do crime encontraram também o sangue da filha do casal. Mas uma coisa está muito errada na história, porque a filha deles morreu em um acidente de carro há 10 anos. Na busca das informações necessárias pra saber o porque do sangue da menina aparecer junto com o pai morto, Myron  mata um importante líder terrorista e começa toda uma caçada a ele e a Terese.

O mais impressionante do livro, além do suspense normal dos livros do Coben, é que ele fala de diversos assuntos sem ser abrangente ou superficial. O livro fala de fertilização in vitro, adoção de embriões, doença de Huntington, terroristas. E tudo bem detalhado. 

Com certeza, muito mais eletrizante que o Alta Tensão, vou procurar agora pra ler os outros que tem o Myron como principal. Adorei os livros. E o interessante também é que os livros não são continuações, ele conta tudo direitinho da vida do Myron nos dois que eu li.

O livro foi lido do dia 10/09 ao dia 13/09/2012, ele tem 250 páginas.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vidas Secas


Um clássico da literatura brasileira. Eu já tinha lido na época da escola, mas não lembrava de nada, por isso resolvi reler. O livro é de 1938 e é narrado em terceira pessoa.

Vidas Secas é a história de uma família de quatro pessoas e sua cachorrinha. Fabiano, o pai, Sinha Vitória, a mãe, o filho mais velho e o filho mais novo, que Graciliano Ramos não deu nomes, e a cachorro Baleia. O livro começa com a peregrinação da família, que em meio a seca, sai de onde moravam e estão a procura de outro lugar pra ficar. Um caminho que eles fazem em total silêncio. Após vários dias de caminhada, fome e sede, eles encontram uma fazenda abandonada e resolvem ali permanecer. Com a volta da chuva, o dono do lugar aparece, mas deixa Fabiano e sua família ficarem em troca de trabalho.

Fabiano é um homem trabalhador, mas que sem nenhum estudo, não sabe como lidar com as pessoas. Quase não fala. Sinha Vitória é esperta e cuida das contas que o marido não sabe fazer. Os dois filhos não tem ambições e vivem como se não soubesse de sua condição sofrida. A cachorra Baleia faz parte da família, a tratam como gente e sua morte é a parte mais triste do livro.

O livro trata principalmente da seca, das desigualdades e da miséria que várias famílias dos sertões viviam. 

Li do dia 03/09 ao dia 08/09. O livro tem 126 páginas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A escola dos Annales (1929-1985) - A revolução francesa da historiografia


O livro A escola dos Annales – A revolução francesa da historiografia – é um estudo crítico desse movimento intelectual francês, tendo se destacado por usos de métodos das Ciências Sociais à História. 

            Esse movimento se constitui em três gerações de historiadores e na primeira geração temos os trabalhos e críticas dos seus fundadores Lucien Febvre e Marc Bloch. Em suas críticas o elemento principal, a mudança da historiografia tradicional, passando a apresentar novos conhecimentos para a história. Febvre em seus trabalhos introduziu a geografia, iniciando assim a geografia histórica. Bloch também nutria interesse pela geografia histórica, mas seus trabalhos se concentravam na política contemporânea e seus estudos medievais.  Eles acreditavam que a história deveria ser concebida de forma multidisciplinar, fazendo uso da arqueologia, paleontologia e da sociologia por parte de Bloch.

            Na segunda geração denominamos a “Era Braudel”, pois era a figura intelectual dominante e foi o grande pupilo de Febvre. Sua grande obra foi “O mediterrâneo”, escrito nas prisões da segunda Guerra Mundial. Nesse livro podemos conferir suas analises sobre o tempo, a relação do homem com o tempo, a história econômica, social e política e a história dos acontecimentos. É com essa geração que apresenta novos métodos históricos como: história serial, longa duração e principalmente estrutura e conjuntura.

            A terceira geração compreende grandes nomes do nosso cenário atual na História, vale citar seu principal representante Jacques Le Goff. Essa geração ficou conhecida como a “Nova História”. Segundo esse movimento, toda atividade humana é considerada história
 Leitura iniciada em 30/07/2012 e terminada em 10/08/2012, o livro contêm 172 páginas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não conte a ninguém

Como estou encantada com a escrita de Harlan Coben! Os livros dele todos são policiais, com suspense, mortes, investigações e muito, muito suspense.





"Não conte a ninguém" foi o mais empolgante dos três que li até agora. Estou com outro dele aqui em casa e louca pra ler logo. Esse é a história de David Beck e Elizabeth, um casal que se conhece desde a infância e todos os anos, no aniversário do 1º beijo, eles vão até o Lago Charmaine, que é onde ocorreu o beijo, para comemorarem. No 13º ano desse ritual, uma tragédia acontece, Elizabeth é morta e David fica gravemente ferido. Para a polícia, Elizabeth foi morta por Kill Roy, um serial killer.

Oito anos se passam desde o incidente e algumas coisas começam vir a tona. No dia que seria o aniversário do 21º beijo, David recebe um email anônimo com as iniciais dele e da mulher, e com 21 barras, indicando o aniversário do beijo. Isso faz Beck acreditar que sua esposa está viva, já que mais ninguém sabia do ritual. Ele começa a remexer as coisas do passado e muitas das peças não se encaixam.

Com essa informação o deixando perturbado, David ainda é alvo dos policiais, que após acharem dois corpos perto do Lago e o suposto bastão que o teria agredido, suspeitam que David matou Elizabeth. Paralelo a isso, Beck ainda é perseguido por pessoas muito perigosas, que pretendem matá-lo. David tenta provar sua inocência e conta com a ajuda de Shauna, sua melhor amiga, Linda, sua irmã, Tyrese, um traficante de drogas e de Hester Crimstein, uma renomada advogada.

O livro é muito empolgante! Já aprendi que nos livros de Harlan não adianta eu tentar desvendar o final, porque definitivamente nunca é o que você está imaginando. Esse é o mais eletrizante de todos. Não conseguia parar de ler, comecei a noite e terminei hoje a tarde. Além do suspense, o livro tem partes bem humoradas e muito sarcásticas. 

Li de 23/08 a 24/08. O livro tem 250 páginas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Gabriela, cravo e canela

Fui com minha mãe um dia desses no supermercado Extra e o livro estava de promoção. Aí mamys foi e me deu =D

Todo brasileiro que se preze deve ou deveria saber sobre a história de Gabriela e do grande Jorge Amado. Gosto muito do jeito que ele escreve, já tinha lido alguns livros dele e confesso que me interessei mais por Gabriela depois de ver a novela que está passando na Globo.

Gabriela, cravo e canela conta a história de Ilhéus, uma cidade em ascensão na Bahia. O livro foi escrito em 1958, mas a história se passa na década de 20. O cacau é a fonte de riqueza da cidade. Gabriela é uma mulata com cor de canela e cheiro de cravo, que chega do sertão e é contratada pelo árabe Nacib para cozinhar em sua casa e no Bar Vesúvio, do qual ele é dono. Eles acabam se apaixonando e vivem um amor cheio de cores. É lindo a descrição do amor dos dois.

Além da história do casal, o livro trata de vários outros personagens, como vocês podem ver na novela. Tem o coronel Ramiro Bastos, que é o manda-chuva de Ilhéus. O coronel Jesuíno, que é casado com Sinhazinha, que tem um caso com o dentista Osmundo. Jesuíno mata os dois e é o primeiro condenado em Ilhéus.

Tem o Bataclã, o bordel da cidade, onde todos os homens vão para as animadas noites. O livro só cita Maria Machadão, Zarolha e umas outras duas, e bem superficial. Na novela tem toda uma história, mas é baseado né, eles não seguem a risca o livro.

Tem vários outros personagens: Mundinho Falcão, inimigo político de Ramiro. Jerusa, neta do Ramiro, que no livro não tem nenhum envolvimento com Mundinho. Tem a Malvina, jovem que está com o pensamento além do seu tempo, não quer casar e ficar como empregada do marido o resto da vida, ela acaba fugindo da cidade e indo trabalhar em São Paulo. Tem o professor Josué, que a princípio se apaixona por Malvina, mas como ela não lhe dá idéia, ele acaba se engraçando com Glória, uma ex-prostituta que é bancada por um coronel. Os dois acabam sendo expulsos da cidade. Tem as duas solteironas, as irmãs dos Reis, que fazem quitutes como ninguém, e vários outros. No livro não tem o Juvenal, muito menos a Lindinalva, não sei de onde os autores da novela tiraram esses dois.
 É muita gente em um livro só. Jorge Amado sabe te prender no livro. Ele trata da política, das brigas, dos amores, de uma forma como ninguém. Você acaba querendo estar na vida dos personagens, muito bom! Como é um livro de 1958, tem a linguagem antiga, mas ele não é tão difícil de ler. Mas tive que recorrer ao dicionários várias vezes para entender algumas coisas.

To de férias, mas demorei pra caramba pra ler..rs. Li do dia 05/08 ao dia 22/08/2012. O livro tem 334 páginas.